LENDAS E MITOS ENVOLVENDO ANIMAIS
Já ouviu falar sobre cobra que mama? E será que uma serpente é capaz
de comer um boi inteiro de uma só vez? Sabe ao certo o porquê que camaleões
mudam-se de cor? Será que os morcegos são realmente cegos?
Bom, como bem sabemos, vivemos em um universo fantástico, um
ambiente rico, bastante complexo e por sua vez bem diversificado. E ao passo
que somos residentes deste, vimos a necessidade de cada instante uma nova
descoberta, vivemos uma incessante busca. A todo custo, nós em conjunto com a
ciências experimentamos a procura por respostas satisfatórias, a fatos, e
dilemas misteriosos que envolvem nossa natureza. E assim, em meio as mais
diversas vivencias, o real se mescla com as utopias, histórias de fantasias,
invenções elaboradas a fim de trazer e/ou explicar um fato, uma dada visão a um
alguém, mas que acabou sendo passado por gerações, ... em gerações, deixando de
ser ficção, sendo compreendido como real, não mais imaginação, em grande
maioria, estas são proveniente de conhecedores antigos, como por exemplo nossos
avós ...
Geralmente muito ouvia-se dizer que, uma mulher em certo período
de amamentação devia-se muito cuidado, para que não dormisse enquanto
amamentava, pois estava sujeita a amamentar uma cobra, enquanto dormia,
pensando ser seu filho, enquanto isso seu filho tinha apenas o outro lado da
cobra (rabo) em sua boca... e que a cobra por tanto consumir leite, mudava-se
de cor ... Relatos de que isso tornará rotina ... até que em uma noite o seu marido,
chegando, se depara com a “cena”, onde a cobra se encontra dentro do quarto, e então
mata a cobra a pauladas. Ao esmagar a cobra, dizem que o leite que a mesma
ingeriu se espalhava pelo piso, mostrando que a “cobra estava a mamar a muito tempo.
”.
Fonte: Google/Imagens.
Assim
reza a lenda ... “A cobra que mama” ... Mais ao certo ... Quanto a essa
afirmação, isso nada mais é do que uma lenda, uma ficção, ou melhor um mito.
Uma
vez que as cobras, serpentes são repteis, as mesmas não se alimentam do leite,
elas podem ser ovíparas ou vivíparas, sendo desprovidas de glândulas mamárias.
Constituindo-se de sistema digestório não adaptado a esse tipo de alimentação,
como o ato da sucção, pois a dentição e a estrutura de sua língua não permitem.
Por essas razões seus instintos não fazem ir à procura do leite. Além do mais as
cobras possuem uma camada de tecido adiposo (gordura) entre os músculos e a
pele, camada essa que serve de reserva de energia. Essa camada é esbranquiçada,
muito semelhante ao leite coalhado, o que de certa forma, foi associada ao
leite, que por ventura a cobra consumia, em lenda.
Ainda tratando de serpentes, porém sob outra linha de
raciocínio, há inúmeros relatos de pessoas que viram uma enorme cobra (Sucuri)
engolindo um boi. Muitas pessoas têm medo dessa serpente e sua fama já chegou a
vários países citando a sucuri como uma das maiores e mais perigosas serpentes
da América do Sul, devido a capacidade da mesma de engolir um boi inteiro. ”
Fonte: Google/Imagens.
Embora possa chegar aos 10 metros, sendo considerada dentre as
maiores do mundo, a Sucuri não tem a capacidade de engolir um boi. Não peçonhenta
e mata sua vítima por constrição. Alimenta-se geralmente de aves, jacarés e de
mamíferos como capivaras e pequenos bezerros de até 40 kg, mas nunca um boi...
Sob outra perspectiva,
dizem que existe um lagarto bastante conhecido por mudar se cor para se
desfaçar, dizem que o camaleão muda-se de cor a ponto de se camuflar diante do
ambiente em que se encontra ... Com certeza, os camaleões mudam de cor. No entanto, os
fins pelos quais eles fazem isso não diz respeito ao que grande parte das
pessoas pensam. Os camaleões apesar de dispor de algumas habilidades, não são
os mestres do disfarce da natureza.
Fonte: Google/Imagens.
Na realidade, as transformações de cores
desse bicho, esta diretamente relacionado ao seu estado de espírito, ou seja,
são as emoções do camaleão que definem a cor que ele vai assumir. Seja para
atrair fêmeas, ou mesmo afastar um inimigo, lutar contra outro colega de
espécie. São diversos aspectos pelas quais justificam sua alteração de cor,
assim como a temperatura e a luz também podem influenciar em tais variações.
Por um outro lado,
você já deve ter ouvido um ditado, na qual diz-se que os morcegos não enxergam,
ou melhor que os morcegos são cegos ... Na verdade fazer uma afirmação como
esta, trona-se um grande equívoco. Pois estudos revelam que os morcegos não são cegos, e que por sua vez, há algumas
espécies que enxergam até dez vezes melhor que os seres humanos. Contudo, vale
salientar que a grande maioria consegui enxergar o mundo apenas em duas cores, em
preto, e branco, o que não é considerado precisamente como sendo um problema
para um animal como este, que dispõe de hábitos noturnos.
Fonte: Google/Imagens.
Na realidade,
a visão dos morcegos é perfeitamente adaptada aos ambientes com pouca
luminosidade. Além disso, vale destacar que ele dispõe de um aparto ainda mais
sofisticado para se orientar no escuro, é a eco localização, um sistema que
funciona como um biosonar que nada mais é do que uma capacidade biológica
de detectar a posição e/ou distância de objetos ou animais através de emissão
de ondas ultrassônicas. Esse animal tem capacidade de emite ondas sonoras em
frequências inaudíveis para o ser humano. E por meio deste, o morcego consegue
medir a que distância que está de um determinado objeto, qual seu tamanho,
velocidade e até detalhes de sua textura.
REFERÊNCIAS:
ANTUNES, Luíza. "10 Mitos sobre animais que são completamente falsos”. SUPER
INTERESSANTE. Pub. em: 14 de Jan. de 2014. Atual. em: 21 de Dez. de 2016.
Disponível em: <https://super.abril.com.br/blog/superlistas/10-mitos-sobre-animais-que-sao-completamente-falsos/>.
Acesso em: 26 de Maio de 2019.
BBC NEWS. “Como
os camaleões mudam de cor? A ciência explica”. BBC NEWS BRASIL. Pub. em: 28
de Ago. de 2018. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/internacional-45337251>.
Acesso em: 26 de Maio de 2019.
GUIMARÃES, Beto. “Morcegos”. SUPER INTERESSANTE.
Pub. em: 30 de Set. de 2002. Atual. em: 31 de Out. de 2016. Disponível
em: <https://super.abril.com.br/ciencia/morcegos/>.
Acesso em: 26 de Maio de 2019.
LEITE, Mª. Cristina V.A. “Cobras e sapos: esses bichos malditos! ”. Especialização em
Diversidade Cultural. Mestrado em Educação e Diversidade Cultural –
FPCEUP/2004. Disponível em: <https://core.ac.uk/download/pdf/143403083.pdf>.
Acesso em: 26 de Maio de 2019.
TASTCH, H.; SENA, M. “Ofídios: Medos & Mitos”. ULBRA - UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL. Zoológico Municipal de Cachoeira
do Sul. Abril / 2009. Disponível em:
<www.soaulas.com/banco_aulas/252_592cobras_palestra2_(1).ppt>. Acesso em:
26 de Maio de 2019.







