É fácil imaginar, mais mesmo assim é difícil
saber exatamente de onde vem essas luzes que enxergamos se movendo no além, na
escuridão, os conhecidos vagalumes, mal sabemos que existe todo um estudo para
justificar o porquê de tal fenômeno. E por meio deste artigo venho compartilhar
como o tal fenômeno ocorre. Neste vem destacar o estudo da emissão de luz fria
e visível por organismos vivos, sendo assim denominada de bioluminescência.
Esta ocorre em vários organismos não só nos
conhecidos vagalumes, como também em bactérias, fungos, algas, celenterados,
moluscos, artrópodes e peixes, esse fenômeno pode ser frequentemente encontrado
em ambientes marinhos, não deixando de se fazer presente também em ambientes
terrestres podendo ocorrer em fungos, anelídeos, moluscos e até em insetos.
Neste tem-se uma descrição precisa das principais famílias de besouros
luminosos, que se classificam em três: Os vagalumes ou lampirídeos, com uma ou
mais lanternas no lado ventral do abdômen, as quais emitem flashes de luz
variando entre o verde e amarelado ao amarelo.
Exemplo de organismos bioluminescentes:
Imagem 1
Imagem 3
https://viajandonomundodaciencia.blogspot.com.br/2011/07/lagarta-do-nariz-vermelho.html?m=1
Todos os insetos têm metamorfose completa, definida pelas fases de ovo,
larva, pupa e adulto e emitem luz ao longo de todo seu ciclo de vida. A
bioluminescência é essencial nos meios de sobrevivência dessas espécies, esta
atua com a função de comunicação, as espécies emitem luz para se comunicarem
com indivíduos de mesma espécie, e até por exemplo através da busca por
parceiros sexuais para reprodução, ou mesmo para reunir-se, e assim como
qualquer uma outra espécie atuarem juntos para alcançarem um só objetivo como
alimentação ou mesmo como forma de proteção; enganar e assustar predadores.
Imagem 4
Fonte: http://fisicaebiologia.blogspot.com.br/2010/04/bioluminescencia.html?m=1. Img:<http://1.bp.blogspot.com/_Xr4R8wz3fi8/S8esq5U0LQl/AAAAAAAAArg/Cr1lkeBvao4/s1600/bioluminescence-luciferin.gif
Imagem 4
Fonte: http://papodeprimata.com.br/bioluminescencia/
A bioluminescência atualmente definida como
sendo a emissão de luz fria por organismos vivos, na qual esta é produzida por
reações químicas altamente exotérmicas catalisadas enzimaticamente, onde a
energia química é convertida em energia luminosa. Neste processo ocorrem
reações das quais as moléculas geneticamente denominadas luciferinas são
oxidadas por oxigênio, produzindo moléculas capazes de emitir luz, essas
reações são catalisadas pela enzima denominada luciferase.
Imagem 5
Fonte: http://fisicaebiologia.blogspot.com.br/2010/04/bioluminescencia.html?m=1. Img:<http://1.bp.blogspot.com/_Xr4R8wz3fi8/S8esq5U0LQl/AAAAAAAAArg/Cr1lkeBvao4/s1600/bioluminescence-luciferin.gif
A
bioluminescência é diferente dependendo do animal, alguns irão emitir luz
amarela por exemplo, já outros podem emitir cor vermelha ou azul. Já sob outra
linha de raciocínio, a separação e exposição
estrutural da luciferina dos organismos bioluminescentes revelam grande
diversidade química, esta sugere que a bioluminescência surgiu por várias vezes
de uma forma descontinua durante a evolução das espécies.
Assim,
para ocorrer o fenômeno de emissão de luz por esses organismos todas as
luciferinas são oxidadas produzindo geralmente um peroxido que se decompõe
rapidamente em produto luminescente. Dessa forma dar-se o seu rendimento
quântico de bioluminescência através de uma relação entre o número de fótons
emitidos pelo número de moléculas de luciferinas consumidas.
Os
estudos relevantes a esta área, etapas e rendimento da bioluminescência dos
sistemas luciferinas e luciferase, tomaram bastante espaço com pesquisas,
porém, não foram completamente compreendidas. Até então não se tem esclarecidas
as funções biológicas da emissão luminosa, como no caso de cogumelos luminescentes,
e assim a bioluminescência continua desafiando estudiosos.
Segundo
Harvery foi Robert Boyle que em meados do século XVII estabeleceu a primeira
relação de natureza química entre peixes, insetos e fungos luminescentes, anos
depois foi confirmado que a bioluminescência é resultante de uma reação
sustentada por oxigênio molecular. Por volta de 1885 veio a então descoberta da
luciferina (ingrediente) e da luciferase (catalizador) por Dubois.
Este
preparou e testou experimentos de extratos frios e pré-aquecidos, daí conclui
que a bioluminescência depende de uma luciferina (combustível) e uma luciferase
(catalizadora), também a presença de um oxidante, o oxigênio, esta experiencia
é utilizada até os dias atuais em organismos ainda em estudo. Sendo que existem
alguns sistemas bioluminescentes que requerem a participação de coenzima,
particularmente NADH e NADPH como em bactérias e fungos.
A
luciferina foi cristalizada e estudada pela primeira vez por Bitler 1957 e só
em 1961 foi sistematizada por White e Colab. Sua estrutura química foi
identificada como a de um composto benzotiazólico derivado de D- (-) -cisteína,
se preparado a partir de D- (+) -cisteína, a luciferina obtida é inativa.
Estudos mais tarde mostraram que as lucíferas de várias espécies são idênticas
independentemente da cor da luz emitida. Sendo que os mecanismos de ação da
bioluminescência de besouros não são satisfatoriamente esclarecidos.
Imagem 6
Mecanismo da reação
de oxidação da luciferina de coleópteros luminescentes catalisada pela
luciferase, com consumo de ATP e O2.
Fonte: http://rvq.sbq.org.br/imagebank/pdf/v7n1a02.pdf
E
por fins dos anos setenta haviam perspectivas de que a cor e intensidade de luz
em vagalumes eram sensíveis ao pH, força iônica, presença de cátions
divalentes, temperatura, e polaridade do meio, fatores determinantes na
estrutura e atividade das proteínas, portanto também das luciferases. O
mecanismo de ação da luciferase assemelha-se muito às reações de formação da
ligação peptídica de proteínas e da ligação de ácidos graxos a glicerol nos
triacilgliceróis, catalisadas por ligases.
Em
ambos casos, em luciferase e ligase o papel do ATP é ativar a carboxila na
forma de um anidrido misto. Considerando suas semelhanças estrutural e
funcional da luciferase e ligase, Viviane e Bechara propuseram testar injeção
de luciferina de vagalume em larvas do coleóptero não luminescente, o corpo da
larva em estudos emitiu sinal de luz. E assim esta descoberta permitiu também,
o desenvolver de uma luciferase totalmente nova a partir de uma ligase.
Já
sob outa linha de raciocínio, a emissão de luz como forma de atração pelo
parceiro para reprodução, há uma diversidade de padrões de atração para
interação sexual, uma delas é o fato de fêmea ser sedentária, e pousada sobre a
vegetação, pisca para o macho atraindo-o, ou mesmo o macho em voo sinaliza e
atrai a fêmea, os padrões de voo nupcial variam de acordo com as espécies,
porém machos também competem por fêmeas de outras espécies, da mesma forma as
fêmeas, selecionam machos, sendo que os machos também utilizam de técnicas de
pseudo-flashes para enganar seus rivais.
Existe ainda o processo pelo qual a fêmea atrai o macho e devora-o. Os padrões
de comunicação de atração, funciona como um controle neural do sinal luminoso.
A
luciferase e a luciferina de vagalumes são utilizadas há cerca de cinquenta
anos como reagentes bioanalíticos. E como a reação depende da presença de ATP,
além de oxigênio molecular, luciferina e luciferase têm sido empregados para
detectar e quantificar ATP via bioluminescência.
Considerando
que esta é a molécula armazenadora de energia nas células vivas, pode ser mensurada
e usada como marcadora em uma pletora de amostras biológicas, inclusive
biomassa e contaminação microbiológica de alimentos, água tratada, bebidas e
medicamentos, entre outros. Após a clonagem do DNA que codifica a luciferase de
vagalumes, várias outras aplicações que empregam este gene, e a luciferase
produzida, foram desenvolvidas. A bioluminescência pode ocorrer de forma
artificial, as vezes mais eficiente que a natural.
Nota-se
constantes interesse relevantes ao estudo da biologia e bases moleculares da
bioluminescência de organismos terrestres e marinhos. Com as constantes
descobertas dos mecanismos de bioluminescência e quimioluminescência, vários
sistemas químicos e enzimáticos, cederam lugar aos lumi-imunoensaios.
Dessa
forma não resta dúvida de que a diversidade química das luciferinas e a
identificação do microambiente peptídico do sítio ativo das luciferases reveste-se
o caminho para o desenho e síntese de sistemas miméticos mais simples para
otimização dos sinais luminosos (cor e intensidade) e operação em ambientes
químicos e biológicos dos mais diversos.
Depois de tantos anos
de constantes buscas, pesquisas por desvendar “segredos” dos besouros
luminescentes especificamente no cerrado brasileiro, ainda restam dúvidas, e
inacreditável a complexibilidade de tais fenômenos, a todo momento surgem
perguntas a respeitos destes; por exemplo: quantas novas espécies de
bioluminescentes é existente em determinada região do País, ou mesmo quais as
finalidades de uma variedade de cores existente nesse organismos... Enfim
numerosas duvidas surgem a todo instante, a qual biólogos e pesquisadores vivem
em constantes pesquisas, por que os organismos estão em constantes evoluções.
REFERENCIAS:
ETEELVINO J.H. Bechara;
VADIM R. Viviane. “Luzes Vivas na
Escuridão: Fatos e Casos”. Revista
Virtual de Química vol.7 n.1, recebido em 25 de Out de 2014; aceito em 25
de Out de 2014. Jan-Fev 2015.p.3 p.40. Disponível em:<http://rvq.sbq.org.br/imagebank/pdf/v7n1a02.pdf>.
Acesso em: 7 de Out de 2017.
REDAÇÃO MUNDO ESTRANHO. “
Como o vaga-lume emite sua luz? ”. Mundo Animal; Mundo Estranho; 18 de Abr
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Acesso em: 10 de Out de 2017.
MARI. “ Como o vagalume emite sua luz? Para que ela
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Nov de 2013. Disponível
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em: 10 de Out de 2017.
SANTANA A. Paula. “A Lagarta do nariz vermelho.”. Viajando no mundo da ciência. 15 de Jul
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PAPO DE PRIMATA. “ Bioluminescência ”. Zoologia; 9 de Jul de 2015. Disponível
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de 2017.
FÍSICA E BIOLOGIA. “ Bioluminescência ”. Processo; 15 de Abr de 2010. Disponível
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Acesso em: 10 de Out de 2017.





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